A partir desta sexta-feira (8), o espetáculo “O Perico” inicia uma circulação internacional passando pelo território latino-americano, em países como Brasil, Argentina e Paraguai. A agenda também conta com oficinas, debates e encontros sobre a pesquisa em palhaçaria desenvolvida pelo grupo ao longo de sua trajetória artística.
A programação se inicia na sexta-feira, às 19h, no Palco Arena de Cascavel, integrando a programação do 37º Festival de Teatro de Cascavel (PR).
Já no sábado (9), às 19h, o grupo se apresenta na Fundação Cultural de Foz do Iguaçu (PR).
Na mesma ocasião, o ator, palhaço e pesquisador Robertt Moretto foi convidado pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) para ministrar oficina e participar de um debate sobre a pesquisa “A Arte de se Conectar e se Relacionar”, desenvolvida pela companhia a partir da linguagem da palhaçaria contemporânea.

A circulação segue no domingo (10), às 17h, em Puerto Iguazú, na Argentina, no Espacio Cultural ArteRoga, onde além da apresentação do espetáculo também será realizado um encontro sobre a pesquisa artística do grupo.
Encerrando a programação internacional, a companhia se apresenta no dia 11 de maio, às 19h, na Escuela Superior de Bellas Artes UNE, no Paraguai, instituição universitária de formação artística, onde também irá ministrar oficina e debate voltados à linguagem do palhaço, teatro físico e processos de criação cômica.
Todas as atividades da circulação serão realizadas com o espetáculo “O Perico”, obra que utiliza o teatro físico, o gramelot e a interação direta com o público para construir uma linguagem universal baseada no encontro, na comicidade e na conexão humana.
A pesquisa artística da Companhia Perico investiga o corpo como principal ferramenta de comunicação e emoção, desenvolvendo processos cênicos fundamentados na escuta, na presença e na relação direta com o público.
O trabalho dialoga com a tradição da palhaçaria, mas propõe uma abordagem contemporânea e humanista sobre o papel do riso e da arte na construção de vínculos sociais.

Segundo Robertt Moretto, a circulação representa um importante momento para compartilhar a pesquisa desenvolvida no interior paulista com diferentes territórios e culturas.
“A arte do palhaço cria pontes muito fortes entre as pessoas. Poder levar nossa pesquisa para outros países e universidades é uma oportunidade de troca muito potente. É bonito perceber que uma linguagem construída a partir do corpo, do jogo e do afeto consegue atravessar fronteiras culturais”, afirma.
O diretor do espetáculo, Luis Souza, destaca que o reconhecimento vindo de universidades e instituições culturais internacionais fortalece o trabalho de pesquisa desenvolvido pela companhia.
“Quando universidades e espaços culturais convidam o grupo para compartilhar processos e métodos de criação, isso demonstra que a palhaçaria também ocupa um lugar importante de pensamento, investigação e formação artística. Essa circulação reafirma a potência da arte produzida fora dos grandes centros”, comenta o diretor.
Para Luis Souza, o diferencial da pesquisa está justamente na comunicação universal construída pela companhia.
“O espetáculo trabalha uma linguagem física e sensível que não depende da palavra tradicional. O corpo, o ritmo, a musicalidade e a relação com o público fazem com que o trabalho dialogue com pessoas de diferentes culturas de maneira muito direta”, completa.
